Maria Rosa foi à peregrinação dos dias 12 e 13 de Agosto decidida a cumprir uma promessa e a pedir a Nossa Senhora que garanta o emprego que a crise levou e os subsídios que "o Governo tirou" aos portugueses.
José Domingos, emigrante a viver a reforma entre Ourém e Paris, olha para os compatriotas que chegam a França como um regresso à década de 60, e constata o drama social que espera alguns dos que saem do País: "Ficam por sua conta, dormem por lá em barracas e debaixo das pontes".
Carmen Martins, de Santa Maria da Feira, e teme que a emigração seja o único caminho a percorrer para alguns dos familiares que agora concluíram os estudos, compreendendo, por isso, que "as pessoas venham [a Fátima] pedir sobretudo saúde e trabalho".
Luís Alberto já está na Suíça desde 1992 e tem mais lágrimas do que palavras para descrever o impacto de um problema de saúde que o ameaçou recentemente, para explicar como é que a crise, que "está por todo o lado", assombra também o trabalho que já sentiu mais seguro.
Diário de Leiria

